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Tabela de Jejum Intermitente para Iniciantes

Tabela de jejum intermitente para iniciantes: protocolos 12:12, 14:10 e 16:8 com horários concretos em Portugal e plano semana a semana para começar.

Por João Guedes·5 de junho de 2026·14 min read·Equipa Editorial Ovio
Conteúdo verificado pela Equipa Editorial Ovio com base em evidência científica (PubMed, DGS, EFSA). Saber mais sobre quem somos.

O jejum intermitente parece complicado até veres a coisa num horário.

A ideia é simples. Decides as horas a que comes e as horas a que só bebes água ou café, e o resto resolve-se sozinho. O difícil é saber por onde começar.

Para saberes quantas calorias precisas dentro da tua janela, usa a Calculadora de Calorias da Ovio. Este artigo dá-te o que a calculadora não dá: as tabelas e os horários concretos para começar do zero e chegar ao 16:8 sem sofrer.

Resumo rápido: Uma tabela de jejum intermitente para iniciantes divide o dia em janela de jejum e janela de alimentação. Começa em 12:12 (come das 8h às 20h), sobe para 14:10 e chega a 16:8 (come das 12h às 20h) em três a quatro semanas. A perda de peso é modesta, cerca de 0,94 kg em doze semanas, e vem do défice calórico (Lowe et al., 2020).

O que é uma tabela de jejum intermitente para iniciantes?

Uma tabela de jejum intermitente para iniciantes é um horário que mostra a que horas começa e acaba a tua janela de alimentação em cada protocolo. Em vez de regras abstratas, vês exatamente quando podes comer e quando jejuas.

O jejum intermitente não diz o que comes, diz quando comes. Concentras todas as refeições numa janela de poucas horas e jejuas o resto do tempo, bebendo só água, café ou chá sem açúcar (Patterson e Sears, 2017).

Os protocolos mais usados por quem começa são três:

  • 12:12: doze horas de jejum, doze horas a comer. O ponto de partida mais suave.
  • 14:10: catorze horas de jejum, dez a comer. O passo intermédio.
  • 16:8: dezasseis horas de jejum, oito a comer. O mais popular e o objetivo da maioria.

O número à frente é sempre as horas de jejum. Quanto maior, mais apertada fica a janela de alimentação.

Uma tabela de jejum intermitente mostra as horas exatas da janela de alimentação de cada protocolo, e os três níveis de iniciante são 12:12, 14:10 e 16:8 (Patterson e Sears, 2017).

Tabela de protocolos de jejum por nível

O protocolo certo para começar é o 12:12, porque é o mais fácil de cumprir e prepara o corpo para janelas mais apertadas. Subir de nível faz-se só quando o atual já parece confortável.

A tabela abaixo mostra os três protocolos de iniciante com horários concretos pensados para uma rotina portuguesa, em que se janta entre as 19h e as 20h.

ProtocoloJejum / JanelaHorário em PortugalPara quem
12:1212h jejum / 12h a comerCome das 8h às 20hQuem nunca jejuou e quer um arranque sem esforço
14:1014h jejum / 10h a comerCome das 10h às 20hQuem já fez uma semana de 12:12 sem dificuldade
16:816h jejum / 8h a comerCome das 12h às 20hQuem quer o protocolo mais estudado e está adaptado

Repara que em todos os exemplos a janela fecha às 20h. Isto é de propósito: para a maioria das pessoas, o mais fácil é manter a hora do jantar e atrasar o pequeno-almoço, em vez de jantar mais cedo. Num ensaio clínico de doze semanas, o protocolo 16:8 produziu uma perda de peso modesta, à volta de menos 0,94 kg face ao grupo de controlo (Lowe et al., 2020).

Na prática: Não saltes etapas. Quem tenta o 16:8 na primeira semana costuma desistir com fome e dores de cabeça. Para alguém que toma só um café de manhã, o 14:10 quase não se nota: basta empurrar a primeira refeição sólida das 10h para o meio-dia ao longo de uma ou duas semanas e já estás em 16:8 sem sofrimento.

O protocolo de partida ideal para iniciantes é o 12:12, e a janela deve fechar à hora habitual do jantar para que só seja preciso atrasar a primeira refeição do dia.

Tabela horária de um dia 16:8

Um dia de 16:8 organiza-se à volta de uma janela de oito horas, tipicamente das 12h às 20h, com jejuo das 20h às 12h do dia seguinte. A tabela hora a hora abaixo mostra o que fazer em cada momento.

HoraO que fazerNota prática
7h às 8hAcordar. Água, café preto ou chá sem açúcarO café preto tem só 1 kcal por 100ml e não quebra o jejum (USDA)
8h às 11hContinuar em jejum. Manter-se hidratadoBeber água ajuda a controlar a fome inicial
12hAbrir a janela com a primeira refeição (almoço)Refeição completa: proteína, hidratos e vegetais
13h às 16hJanela aberta. Fazer um lanche se necessárioEspaço para um iogurte ou fruta a meio da tarde
17h às 19hContinuar na janela. Treino encaixa bem aquiTreinar perto do fim da janela facilita comer a seguir
20hFechar a janela com a última refeição (jantar)A partir daqui, só água, café ou chá sem açúcar
20h às 24hJejum noturno. Cortar os snacks da noiteÉ aqui que muitos cortam calorias a mais sem dar conta

A grande vantagem prática deste horário é que a maior parte do jejum acontece a dormir. Das dezasseis horas de jejum, sete ou oito são de sono, o que torna o 16:8 muito mais suave do que parece no papel.

Num dia de 16:8 com janela das 12h às 20h, mais de metade das horas de jejum passam-se a dormir, o que torna este protocolo o mais sustentável para a maioria.

Como progredir de iniciante a 16:8 semana a semana

A progressão correta é subir de protocolo a cada uma a duas semanas, atrasando a primeira refeição aos poucos. Saltar direto para o 16:8 é o erro que mais leva a desistências.

O plano de quatro semanas funciona assim:

  1. Semana 1, protocolo 12:12: come das 8h às 20h. O único hábito novo é não comer nada depois do jantar.
  2. Semana 2, protocolo 13:11: atrasa o pequeno-almoço para as 9h. Janela das 9h às 20h.
  3. Semana 3, protocolo 14:10: primeira refeição às 10h. Janela das 10h às 20h.
  4. Semana 4, protocolo 16:8: salta o pequeno-almoço e abre a janela ao meio-dia. Janela das 12h às 20h.

Se numa semana sentires fome forte, dores de cabeça ou irritação, fica nesse protocolo mais uma semana antes de avançar. Não há prémio por chegar depressa ao 16:8. O que conta para o resultado é o défice calórico ao longo das semanas, e uma meta-análise mostrou que o jejum e a restrição calórica contínua dão perdas semelhantes, à volta de 7 kg, quando o défice é igual (Harris et al., 2018).

A forma segura de chegar ao 16:8 é atrasar a primeira refeição cerca de uma hora por semana ao longo de um mês, parando em qualquer nível que ainda cause desconforto.

O que comer na janela de alimentação

Na janela de alimentação, a regra é comer refeições completas e saciantes, não compensar o jejum com o dobro da comida. O jejum só funciona se o total de calorias do dia descer (Harris et al., 2018).

Para iniciantes em Portugal, uma janela equilibrada assenta em alimentos simples e disponíveis em qualquer supermercado:

  • Proteína em todas as refeições: frango, peixe, ovos, atum ou queijo fresco. O peito de frango grelhado tem 31g de proteína por 100g e ajuda a controlar a fome (USDA).
  • Hidratos com fibra: arroz, massa, pão integral, batata-doce ou leguminosas, que dão energia e saciam.
  • Vegetais em quantidade: sopa, salada, brócolos ou espinafres enchem o prato com poucas calorias.
  • Gorduras boas com moderação: azeite na salada, um abacate ou um punhado de amêndoas.

O maior risco de quem começa é abrir a janela esfomeado e atacar bolachas ou pão. Abrir o jejum com uma refeição rica em proteína e fibra evita esse pico de fome e mantém-te saciado até à refeição seguinte.

Na janela de alimentação, refeições com proteína e fibra controlam a fome e evitam a compensação calórica que anula o benefício do jejum (Harris et al., 2018).

Erros de iniciante a evitar

O erro mais comum é começar logo no 16:8 e desistir à primeira semana com fome e mau humor. A progressão lenta resolve quase todos os problemas iniciais.

Os erros que mais sabotam quem começa são:

  • Subir de protocolo demasiado depressa: passar de não jejuar para dezasseis horas num dia é receita para desistir.
  • Compensar na janela: comer a dobrar quando abre a janela anula o défice e impede a perda de peso (Harris et al., 2018).
  • Esquecer a hidratação: muita da fome do jejum é sede disfarçada. Água, café e chá sem açúcar são livres.
  • Ignorar o sono: dormir mal aumenta a fome no dia seguinte e torna o jejum mais difícil.
  • Achar que o jejum é mágico: o jejum não queima gordura por si, só facilita comer menos sem contar tudo (Patterson e Sears, 2017).

Quem cai nestes erros conclui que "o jejum não funciona", quando o problema foi a execução. Corrige um de cada vez e a tabela passa a ser sustentável.

O maior erro do jejum intermitente não é o protocolo escolhido, é subir de nível depressa demais e compensar na janela, o que anula qualquer défice calórico.

Jejum intermitente em Portugal

Em Portugal, o jejum intermitente ganhou popularidade num país onde o excesso de peso é a norma. Segundo o Primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF 2015, INSA), 38,9% dos adultos têm excesso de peso e 28,7% têm obesidade. Para muita gente, o jejum é a primeira tentativa séria de cortar calorias.

A vantagem prática em Portugal é que o jejum encaixa bem nos horários locais. Quem janta às 20h e fecha a janela aí só precisa de atrasar a primeira refeição do dia seguinte. Saltar o pequeno-almoço e fazer um almoço e um jantar completos, à base de sopa, peixe ou carne, arroz e vegetais, é um 16:8 natural que respeita o prato português.

A adaptação ao prato nacional é simples: a sopa de legumes ao almoço e ao jantar enche, sacia e quase não conta para as calorias, o que ajuda a manter o défice dentro da janela.

Ver os dados do INSEF do INSA

Em Portugal, onde 38,9% dos adultos têm excesso de peso e 28,7% obesidade, o 16:8 encaixa-se naturalmente ao saltar o pequeno-almoço e manter almoço e jantar à base de sopa, peixe e vegetais (INSEF 2015, INSA).

Perguntas frequentes

O que é a tabela de jejum intermitente para iniciantes?

É um horário simples que divide o dia em duas partes, as horas em que comes e as horas em que só bebes água, café ou chá sem açúcar. Para iniciantes, a tabela costuma começar no protocolo 12:12, doze horas de jejum e doze horas de alimentação, por ser o mais fácil de cumprir. A lógica é sempre a mesma: concentrar todas as refeições numa janela e jejuar o resto do tempo (Patterson e Sears, 2017). Em Portugal, uma tabela 12:12 típica fecha a janela às 20h e abre às 8h, o que para muitas pessoas significa apenas não comer depois do jantar. Começa pelo nível mais suave e sobe de protocolo só quando o atual já te parece confortável.

Como começar o jejum intermitente para iniciantes?

Começa pelo protocolo 12:12 durante a primeira semana, comendo entre as 8h e as 20h, e só depois aperta a janela. A regra é progredir devagar: passar de 12:12 para 14:10 e, ao fim de três ou quatro semanas, chegar a 16:8 (Patterson e Sears, 2017). O segredo prático é atrasar o pequeno-almoço meia hora de cada vez, em vez de cortar refeições de repente. Em Portugal, isto encaixa bem em quem já toma só um café de manhã: basta empurrar a primeira refeição sólida para mais tarde. Mantém-te hidratado durante o jejum e não compenses comendo a dobrar na janela, porque o que conta para emagrecer continua a ser o défice calórico (Harris et al., 2018).

Qual a melhor tabela de jejum intermitente 16h?

A tabela 16:8 mais comum em Portugal é jejuar das 20h às 12h e comer entre o meio-dia e as 20h, ou seja, saltar o pequeno-almoço e fazer almoço e jantar. São dezasseis horas de jejum e oito horas de alimentação. Num ensaio clínico de doze semanas, o protocolo 16:8 levou a uma perda de peso modesta, cerca de menos 0,94 kg face ao grupo de controlo (Lowe et al., 2020). A janela 12h às 20h funciona para quem trabalha de dia e janta cedo, mas podes desloca-la: quem treina de manhã pode preferir comer das 11h às 19h. O importante é que a janela seja fixa e caiba na tua rotina, não a hora exata em que começa.

Quanto se emagrece com jejum intermitente?

A perda de peso com jejum intermitente é modesta e vem do défice calórico, não do jejum em si. Um ensaio clínico de doze semanas com o protocolo 16:8 mostrou uma perda média de cerca de 0,94 kg face ao controlo (Lowe et al., 2020). Uma meta-análise concluiu que o jejum e a restrição calórica contínua dão resultados semelhantes, à volta de 7 kg, quando o défice de calorias é igual (Harris et al., 2018). Por outras palavras, o jejum é apenas uma forma de comer menos sem contar tudo. Em Portugal, fechar a janela às 20h ajuda muita gente a cortar o lanche da noite e os snacks à frente da televisão, que costumam ser calorias a mais.

Quem não deve fazer jejum intermitente?

O jejum intermitente não é para toda a gente e deve ser evitado por várias pessoas. Não é aconselhado a grávidas e lactantes, a quem tem ou teve perturbações do comportamento alimentar, a pessoas com baixo peso, e crianças e adolescentes em crescimento (Vasim et al., 2022). Quem tem diabetes e toma medicação, sobretudo insulina, precisa de acompanhamento médico pelo risco de hipoglicemia. Em Portugal, onde quase 4 em cada 10 adultos têm excesso de peso (INSEF 2015, INSA), o jejum tornou-se popular, mas popularidade não é indicação clínica. Se tomas medicação regular ou tens alguma condição de saúde, fala com o teu médico antes de começar, mesmo que seja só passar a saltar o pequeno-almoço.

Próximo Passo

Lê a seguir para completar o teu plano:

Para saberes quantas calorias precisas de comer dentro da tua janela, usa a Calculadora de Calorias da Ovio. Sem este número, a tabela de horários sozinha não garante a perda de peso.

Para perceberes a ciência por trás do jejum e o que ele faz mesmo ao corpo, o artigo Jejum Intermitente: o Guia Completo explica os mecanismos e os benefícios reais.

Para aplicares o método passo a passo no dia a dia, o artigo Jejum Intermitente: Como Fazer mostra a rotina completa. E para garantires que estás mesmo em défice, vê Défice Calórico: o Que É e Como Calcular.

Fontes científicas

  1. Lowe DA, Wu N, Rohdin-Bibby L, et al. (2020). Effects of Time-Restricted Eating on Weight Loss and Other Metabolic Parameters in Women and Men With Overweight and Obesity: The TREAT Randomized Clinical Trial. JAMA Internal Medicine. Ver estudo
  2. Harris L, Hamilton S, Azevedo LB, et al. (2018). Intermittent fasting interventions for treatment of overweight and obesity in adults: a systematic review and meta-analysis. JBI Database of Systematic Reviews and Implementation Reports. Ver estudo
  3. Vasim I, Majeed CN, DeBoer MD (2022). Intermittent Fasting and Metabolic Health. Nutrients. Ver estudo
  4. Patterson RE, Sears DD (2017). Metabolic Effects of Intermittent Fasting. Annual Review of Nutrition. Ver estudo
  5. Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (2015). Prevalência de excesso de peso e de obesidade em Portugal: resultados do Primeiro Inquérito Nacional de Saúde com Exame Físico (INSEF 2015). Ver fonte

Aviso: Este artigo tem fins educativos e não substitui aconselhamento médico ou nutricional personalizado. Consulta um profissional de saúde antes de alterares a tua alimentação ou de iniciares o jejum intermitente, sobretudo se tomas medicação ou tens alguma condição de saúde.

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