Alimentos

Ovo Cozido: Calorias, Proteína e Benefícios

Quantas calorias e quanta proteína tem um ovo cozido, inteiro, clara e gema. Benefícios para quem treina e a verdade sobre o colesterol. Valores USDA.

Por João Guedes·6 de junho de 2026·Atualizado: SEO on-page: captar 'ovo cozido proteína' (vol 390) com título e description ajustados e novo H2 sobre a proteína do ovo cozido com Sentence of Truth (USDA FDC #173424)·18 min read·Equipa Editorial Ovio
Conteúdo verificado pela Equipa Editorial Ovio com base em evidência científica (PubMed, DGS, EFSA). Saber mais sobre quem somos.

Resumo rápido: Um ovo inteiro cozido (50g) tem 77 kcal e 6,3g de proteína (USDA). A clara é quase só proteína sem gordura, a gema concentra as calorias. A proteína do ovo é completa, com DIAAS acima de 100. Para a maioria das pessoas saudáveis, até um ovo por dia não aumenta o risco cardiovascular.

O ovo é o alimento favorito de quem treina. Barato, prático e cheio de proteína de qualidade. Mas durante décadas houve confusão sobre se fazia mal ao colesterol.

Este artigo separa os números reais dos mitos. Vais perceber exatamente quanta proteína e quantas calorias tem o ovo, inteiro, clara e gema, e como o cozinhar para o teu objetivo.

Para saberes quanta proteína precisas por dia com base no teu peso e treino, usa a Calculadora de Proteína da Ovio. Este artigo explica o que a calculadora não mostra: a qualidade da proteína do ovo e como encaixá-la nas refeições.

Quantas calorias e proteína tem um ovo

Um ovo inteiro cozido de 50g tem 77 kcal e 6,3g de proteína, segundo o USDA FoodData Central (FDC #173424). A clara concentra a proteína com quase nenhuma gordura, enquanto a gema concentra as calorias e a gordura.

A diferença entre clara e gema é o ponto central para quem treina. A clara é praticamente água e albumina, uma proteína completa, com muito poucas calorias e sem gordura relevante. A gema concentra os 5,3g de gordura do ovo, a maior parte das vitaminas lipossolúveis e quase todas as calorias.

Parte do ovoCaloriasProteínaPapel na dieta
Ovo inteiro cozido (50g)77 kcal6,3gRefeição completa, proteína mais gordura
Clara crua (1 clara, 33g)17 kcal3,6gSubir proteína sem subir calorias
Gema crua (1 gema, 17g)55 kcal2,7gVitaminas, colina e gordura saudável

Por 100 gramas, a clara crua tem 52 kcal e 10,9g de proteína, enquanto a gema crua tem 322 kcal e 15,86g de proteína. Ou seja, a gema tem uma densidade proteica até maior por grama, mas concentra quase toda a gordura e por isso quase todas as calorias do ovo. A clara dá-te proteína quase pura: 3,6g de proteína por apenas 17 kcal numa clara de 33g.

Fontes: USDA FoodData Central, ovo inteiro cozido FDC #173424, clara crua FDC #172183, gema crua FDC #172184.

Na prática: Para um atleta de 80 kg que quer 1,8g de proteína por kg, ou seja 144g por dia, três ovos cozidos ao pequeno-almoço dão cerca de 19g. Quem te disser que a gema "estraga" os ovos está a deitar fora metade das vitaminas e a colina por um medo do colesterol que a ciência já desmontou (Rong et al., 2013).

Sentence of Truth: Um ovo inteiro cozido de 50g fornece 77 kcal e 6,3g de proteína, com a clara a concentrar a proteína e a gema a concentrar a gordura e as vitaminas (USDA FDC #173424).

Quanta proteína tem um ovo cozido

Um ovo inteiro cozido de tamanho médio (50g) tem 6,3g de proteína, segundo o USDA FoodData Central (FDC #173424). Cozer o ovo não muda a quantidade de proteína face ao ovo cru, mas muda tudo no aproveitamento: a proteína do ovo cozido é absorvida a cerca de 91%, contra apenas 51% no ovo cru (Evenepoel et al., 1998).

Na prática, a proteína do ovo cozido é o que conta para quem treina. Dois ovos cozidos ao pequeno-almoço dão cerca de 12,6g de proteína, e três ovos chegam aos 19g, sempre com a vantagem de não acrescentar gordura de confeção. Como a proteína do ovo é completa e altamente digerível depois de cozida, é uma das formas mais eficientes de adicionar proteína de qualidade a uma refeição com mínimo esforço.

QuantidadeProteínaCalorias
1 ovo cozido (50g)6,3g77 kcal
2 ovos cozidos (100g)12,6g154 kcal
3 ovos cozidos (150g)18,9g231 kcal

Fonte: USDA FoodData Central, ovo inteiro cozido FDC #173424.

Um ovo cozido de 50g fornece 6,3g de proteína completa, e a confeção eleva a sua absorção para cerca de 91%, tornando o ovo cozido uma das fontes proteicas mais eficientes para quem treina (USDA FDC #173424; Evenepoel et al., 1998).

O ovo é uma proteína completa de alta qualidade

O ovo é uma das proteínas de mais alta qualidade que existem. A sua proteína tem uma pontuação DIAAS acima de 100, classificada como excelente por Herreman e colegas (2020) numa revisão comparativa de proteínas animais e vegetais.

O DIAAS (Digestible Indispensable Amino Acid Score) mede duas coisas ao mesmo tempo: se a proteína tem todos os aminoácidos essenciais e quão bem o corpo os digere e absorve. Uma pontuação acima de 100 significa que a proteína fornece todos os aminoácidos essenciais em excesso face às necessidades e é altamente digerível.

Para quem treina, isto traduz-se em três vantagens concretas:

  • Aproveitamento quase total: o corpo usa quase toda a proteína ingerida para reparar e construir músculo.
  • Leucina suficiente: o ovo é rico em leucina, o aminoácido que dispara a síntese proteica muscular.
  • Perfil completo: ao contrário de muitas proteínas vegetais, não precisas de combinar o ovo com outro alimento para obter todos os aminoácidos.

Sentence of Truth: A proteína do ovo tem uma pontuação DIAAS acima de 100, classificada como excelente, o que significa que o corpo aproveita quase toda a proteína ingerida (Herreman et al., 2020).

O ovo faz mal ao colesterol?

Para a maioria das pessoas saudáveis, comer até um ovo por dia não está associado a maior risco de doença coronária ou AVC, segundo a meta-análise de Rong e colegas (2013) publicada no BMJ. O medo antigo de que a gema subia diretamente o colesterol do sangue não se confirma na população geral.

A ideia de que o colesterol da dieta sobe o colesterol do sangue parecia lógica, mas o corpo não funciona assim de forma simples. Na maioria das pessoas, quando comes mais colesterol, o fígado produz menos para compensar. Por isso o impacto do ovo no colesterol sanguíneo é menor do que se pensava durante décadas. Um estudo posterior de Drouin-Chartier e colegas (2020), também no BMJ, confirmou que o consumo moderado, até um ovo por dia, não está associado a doença cardiovascular na população em geral.

Esta evidência tem limites. Estes estudos são observacionais, ou seja, mostram associações e não provam causa e efeito. E há uma exceção que não se deve generalizar: a meta-análise de Rong e colegas (2013) encontrou um risco aumentado de doença cardiovascular em pessoas com diabetes, com um risco relativo de 1,54. Quem tem diabetes deve falar com o médico antes de aumentar o consumo de ovos.

Sentence of Truth: Para a maioria das pessoas saudáveis, comer até um ovo por dia não está associado a maior risco de doença coronária ou AVC, embora exista risco aumentado em pessoas com diabetes (Rong et al., 2013).

Quantos ovos se pode comer por dia?

Para a maioria das pessoas saudáveis, até um ovo por dia não está associado a maior risco cardiovascular, segundo a meta-análise de Rong e colegas (2013) no BMJ. Esse é o limite até onde a evidência observacional é mais robusta, mas não significa que comer mais faça mal.

Importa perceber o que esse "um ovo por dia" representa. É a quantidade até à qual os grandes estudos de coorte mediram com confiança a ausência de risco acrescido na população geral. Acima desse valor, a evidência é mais escassa, não necessariamente negativa. Pessoas saudáveis e ativas, que treinam e têm necessidades de proteína mais altas, comem com frequência dois a três ovos numa refeição sem que isso represente um problema, desde que o resto da alimentação seja equilibrado.

O verdadeiro fator não é o número de ovos isolado, mas o padrão alimentar global. Um ovo dentro de um pequeno-almoço com aveia, fruta e hortícolas é muito diferente de um ovo frito em manteiga ao lado de bacon e enchidos todos os dias. A ciência atual aponta o conjunto da dieta como o que pesa no risco, não um alimento específico.

A exceção mantém-se: a mesma meta-análise de Rong e colegas (2013) encontrou risco cardiovascular aumentado em pessoas com diabetes, com um risco relativo de 1,54. Quem tem diabetes deve falar com o médico antes de aumentar o consumo de ovos.

Sentence of Truth: Para pessoas saudáveis, até um ovo por dia não aumenta o risco cardiovascular e quem treina pode comer mais dentro de um padrão alimentar equilibrado, com a diabetes como exceção a confirmar com o médico (Rong et al., 2013).

Ovo cru ou cozido: qual é melhor?

O ovo cozido é melhor que o ovo cru porque a proteína cozida é muito mais bem absorvida pelo corpo. Num estudo de Evenepoel e colegas (1998), a digestibilidade verdadeira da proteína foi de 90,9% no ovo cozido contra apenas 51,3% no ovo cru.

Na prática, isto desmonta o mito do "ovo cru no batido". Quando comes o ovo cru, quase metade da proteína passa pelo intestino sem ser absorvida, ou seja, estás a desperdiçar grande parte da proteína que querias aproveitar. O calor da confeção altera a estrutura das proteínas do ovo (um processo chamado desnaturação), o que as torna mais acessíveis às enzimas digestivas. É por isso que cozer, escalfar ou mexer o ovo aumenta tanto o aproveitamento da sua proteína.

FormaDigestibilidade da proteína
Ovo cozido90,9%
Ovo cru51,3%

Fonte: Evenepoel e colegas (1998), digestibilidade ileal verdadeira da proteína do ovo.

O estudo tem limites: foi feito num número pequeno de participantes com ileostomia, uma condição que permite medir com precisão o que é absorvido. Mesmo assim, é a referência clássica nesta questão e a conclusão é clara: para aproveitar a proteína do ovo, come-o cozinhado, não cru. Cozinhar o ovo tem ainda a vantagem de eliminar o risco de salmonela.

Sentence of Truth: A proteína do ovo cozido é absorvida a cerca de 91% contra apenas 51% no ovo cru, pelo que cozinhar o ovo quase duplica o aproveitamento da sua proteína (Evenepoel et al., 1998).

Benefícios do ovo para quem treina

O ovo combina proteína de altíssima qualidade com micronutrientes importantes num formato barato e prático. É difícil encontrar um alimento que junte tanto valor nutricional a tão baixo custo e tão pouco esforço de preparação.

Para quem treina, os benefícios concretos são:

  • Proteína completa de fácil absorção: com DIAAS acima de 100, quase toda a proteína é aproveitada para construir músculo (Herreman et al., 2020).
  • Colina: a gema é uma das melhores fontes alimentares de colina, importante para a função muscular e cerebral.
  • Vitamina B12 e vitamina D: nutrientes frequentemente escassos na dieta, presentes sobretudo na gema.
  • Saciedade: a proteína e a gordura do ovo prolongam a sensação de saciedade, útil em fases de défice calórico.
  • Versatilidade: cozido, mexido, escalfado ou em omelete, encaixa em qualquer refeição do dia.

Dois a três ovos adicionam 12 a 19g de proteína a uma refeição com mínimo esforço. Para chegar às 30 a 40g por refeição que muitos atletas procuram, combina os ovos com iogurte grego, queijo fresco ou pão integral.

Sentence of Truth: O ovo fornece proteína completa de alta qualidade mais colina, vitamina B12 e vitamina D, tornando-o um dos alimentos com melhor relação entre valor nutricional, custo e praticidade para quem treina (Herreman et al., 2020).

Como cozinhar o ovo

A forma de cozinhar o ovo muda pouco a proteína mas pode mudar bastante as calorias. O fator decisivo é a gordura que adicionas na confeção, não o ovo em si.

O processo de escolher o método tem três opções principais:

  1. Ovo cozido: mergulha o ovo em água a ferver durante 8 a 10 minutos para gema bem cozida. Não acrescenta gordura, por isso mantém as 77 kcal por ovo. É a opção mais prática para transportar e para controlar calorias.
  2. Ovo escalfado: parte o ovo dentro de água a ferver com um fio de vinagre durante 3 a 4 minutos. Também não acrescenta gordura, com calorias praticamente iguais ao cozido.
  3. Ovo mexido ou frito: mexe ou frita o ovo numa frigideira. Aqui as calorias dependem totalmente da gordura usada. Com azeite ou manteiga, cada ovo pode passar de 77 para 90 a 110 kcal.

O ovo cozido de 50g mantém as 77 kcal porque não há gordura de confeção a somar (USDA FDC #173424). Já o ovo mexido com uma colher de azeite pode somar mais de 100 kcal de gordura à refeição, vindas só do azeite.

Na prática: Se estás em défice e queres maximizar proteína por caloria, coze ou escalfa. Se estás em ganho muscular e precisas de calorias, ovos mexidos em azeite são uma forma fácil e saborosa de adicionar energia de qualidade. O método certo depende do objetivo, não de o ovo ser "bom" ou "mau".

Sentence of Truth: Cozer ou escalfar mantém o ovo nas 77 kcal por unidade, enquanto fritar ou mexer em azeite ou manteiga pode elevar cada ovo para 90 a 110 kcal (USDA FDC #173424).

O ovo na alimentação em Portugal

Em Portugal, o ovo pertence ao grupo "Carnes, Pescado e Ovos" da Roda dos Alimentos da Direção-Geral da Saúde, que recomenda entre 1,5 e 4,5 porções por dia deste grupo. Este grupo representa apenas 5% do peso total da alimentação diária recomendada, um dos segmentos mais pequenos da Roda.

A Roda dos Alimentos coloca as proteínas animais, incluindo o ovo, num grupo a consumir em menor quantidade do que os cereais (28%) e os hortícolas e fruta. Isto não significa que o ovo seja a evitar, mas sim que deve entrar numa alimentação equilibrada onde a maior parte do prato vem de cereais, leguminosas, hortícolas e fruta. Para quem treina e precisa de mais proteína, o ovo é uma das formas mais acessíveis de cumprir esse aumento dentro das porções recomendadas.

Ver a Roda dos Alimentos da DGS

Sentence of Truth: A Roda dos Alimentos da DGS inclui o ovo no grupo "Carnes, Pescado e Ovos", recomendando 1,5 a 4,5 porções diárias deste grupo, que representa 5% do peso total da alimentação diária.

Perguntas frequentes

Quantas gramas de proteína tem um ovo?

Um ovo inteiro cozido de tamanho médio (50g) tem 6,3g de proteína, segundo o USDA FoodData Central (FDC #173424). A maior parte dessa proteína está distribuída entre a clara e a gema, com a clara a contribuir com a fração maior em volume mas a gema a concentrar uma densidade proteica elevada para o seu peso. Toda a proteína do ovo é completa, ou seja, contém os nove aminoácidos essenciais em proporção ideal. Na prática, dois ovos cozidos ao pequeno-almoço dão cerca de 12,6g de proteína, um arranque sólido para quem treina. Para chegar às 30 a 40g por refeição que muitos atletas procuram, junta os ovos a iogurte grego, queijo fresco ou pão integral.

Quantas calorias tem um ovo cozido?

Um ovo inteiro cozido de 50g tem 77 kcal, de acordo com o USDA FoodData Central (FDC #173424). Dessas calorias, a maior parte vem da gema, que concentra os 5,3g de gordura do ovo, enquanto a clara é quase só proteína e água com muito poucas calorias. O ovo cozido é uma das formas menos calóricas de preparar ovos porque não acrescenta gordura de confeção. Se fritares o ovo em azeite ou manteiga, as calorias sobem facilmente para 90 a 110 kcal por ovo, consoante a quantidade de gordura usada. Para quem controla calorias num défice, cozer ou escalfar é a escolha mais eficiente.

Quantas calorias e proteína tem uma clara de ovo?

A clara de ovo é quase pura proteína com pouquíssimas calorias e praticamente nenhuma gordura. Por ser composta sobretudo por água e albumina, fornece proteína de alta qualidade sem a gordura concentrada na gema, o que a torna popular entre quem quer aumentar a proteína mantendo as calorias baixas. Muitos atletas portugueses combinam um ovo inteiro com duas ou três claras extra para subir a proteína sem disparar a gordura total da refeição. As claras pasteurizadas em embalagem, cada vez mais comuns nos supermercados em Portugal, facilitam esta estratégia. A proteína da clara é completa, com todos os aminoácidos essenciais, tal como a do ovo inteiro.

O ovo faz mal ao colesterol?

Para a maioria das pessoas saudáveis, comer até um ovo por dia não está associado a maior risco de doença coronária ou AVC, segundo uma meta-análise de Rong e colegas (2013) publicada no BMJ. Durante anos pensou-se que o colesterol da gema subia diretamente o colesterol do sangue, mas a evidência atual mostra que, na maioria das pessoas, o fígado compensa o colesterol da dieta. Há exceções importantes: o mesmo estudo encontrou risco aumentado em pessoas com diabetes, pelo que diabéticos devem falar com o médico antes de aumentar o consumo. Um estudo posterior de Drouin-Chartier e colegas (2020) confirmou que o consumo moderado não está associado a doença cardiovascular na população geral.

Quais são os benefícios do ovo para quem treina?

O ovo fornece proteína completa de altíssima qualidade num formato barato, prático e versátil, ideal para quem treina. A sua proteína tem uma pontuação DIAAS acima de 100, classificada como excelente por Herreman e colegas (2020), o que significa que o corpo aproveita quase toda a proteína que ingeres. Além disso, a gema concentra colina, vitamina B12, vitamina D e gorduras que ajudam a absorver vitaminas lipossolúveis. Para um atleta em Portugal, dois a três ovos são uma forma simples de adicionar 12 a 19g de proteína a qualquer refeição. Comê-los cozidos ou escalfados mantém as calorias baixas, útil tanto em fases de défice como de ganho muscular.

Ovo cru ou cozido: qual é melhor?

O ovo cozido é melhor que o ovo cru porque a proteína é muito mais bem absorvida. Num estudo de Evenepoel e colegas (1998), a digestibilidade verdadeira da proteína foi de 90,9% no ovo cozido contra apenas 51,3% no ovo cru, ou seja, no ovo cru quase metade da proteína passa pelo intestino sem ser aproveitada. Isto desmonta o mito do ovo cru no batido, porque estás a desperdiçar grande parte da proteína. O calor da confeção altera a estrutura das proteínas do ovo, num processo chamado desnaturação, tornando-as mais acessíveis às enzimas digestivas. Cozer o ovo tem ainda a vantagem de eliminar o risco de salmonela. O estudo é pequeno, feito em pessoas com ileostomia, mas é a referência clássica e a conclusão é clara: para aproveitar a proteína, come o ovo cozinhado e não cru.

Próximo Passo

Lê a seguir para completar o teu plano:

Para saberes quanta proteína precisas por dia com base no teu peso e treino, usa a Calculadora de Proteína da Ovio. Em segundos obténs o teu valor alvo para distribuir pelas refeições.

Para descobrir outras fontes de proteína além do ovo, o artigo Alimentos Ricos em Proteína reúne as melhores opções com valores verificados por 100 gramas.

Para perceberes quanta proteína deves comer ao certo, o artigo Quanta Proteína por Dia explica a dose ideal por kg de peso consoante o teu objetivo.

Se queres montar refeições com ovos logo de manhã, o artigo Pequeno-almoço Saudável tem ideias práticas com proteína calculada.

Além da proteína, o ovo é um dos poucos alimentos que fornece Vitamina D de forma natural, um nutriente em que grande parte da população portuguesa apresenta défice.

Fontes científicas

  1. Rong Y, Chen L, Zhu T, Song Y, Yu M, Shan Z, Sands A, Hu FB, Liu L. Egg consumption and risk of coronary heart disease and stroke: dose-response meta-analysis of prospective cohort studies. BMJ. 2013;346:e8539. PMID: 23295181. Ver estudo

  2. Drouin-Chartier JP, Chen S, Li Y, Schwab AL, Stampfer MJ, Sacks FM, Rosner B, Willett WC, Hu FB, Bhupathiraju SN. Egg consumption and risk of cardiovascular disease: three large prospective US cohort studies, systematic review, and updated meta-analysis. BMJ. 2020;368:m513. PMID: 32132002. Ver estudo

  3. Herreman L, Nommensen P, Pennings B, Laus MC. Comprehensive overview of the quality of plant- and animal-sourced proteins based on the digestible indispensable amino acid score. Food Science & Nutrition. 2020;8(10):5379-5391. PMID: 33133540. Ver estudo

  4. Evenepoel P, Geypens B, Luypaerts A, Hiele M, Ghoos Y, Rutgeerts P. Digestibility of cooked and raw egg protein in humans as assessed by stable isotope techniques. The Journal of Nutrition. 1998;128(10):1716-1722. PMID: 9772141. Ver estudo

  5. U.S. Department of Agriculture, FoodData Central. Egg, whole, cooked, hard-boiled (FDC #173424); Egg, white, raw (FDC #172183); Egg, yolk, raw (FDC #172184). Ver fonte

  6. Direção-Geral da Saúde. Roda dos Alimentos. Ver fonte


Aviso: Este artigo tem fins educativos e não substitui aconselhamento médico ou nutricional personalizado. Consulta um profissional de saúde antes de alterares a tua alimentação.

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