Proteína

As Melhores Fontes de Proteína em Portugal

As melhores fontes de proteína em Portugal, ranqueadas por proteína e por caloria com dados INSA. Do bacalhau à lula, quais dão mais proteína magra.

Por João Guedes·3 de julho de 2026·9 min read·Equipa Editorial Ovio
Conteúdo verificado pela Equipa Editorial Ovio com base em evidência científica (PubMed, DGS, EFSA). Saber mais sobre quem somos.

Toda a gente fala em comer proteína, mas quais são de facto as melhores fontes que tens à mão em Portugal? Em vez de repetir listas genéricas, fomos aos dados oficiais do INSA e criámos um ranking real, por proteína e por caloria.

O resultado tem uma surpresa: a fonte de proteína mais eficiente do país não é o frango.

Resumo rápido: As fontes de proteína magra com mais destaque em Portugal são o bacalhau, a lula, o peito de frango, o cabrito e o atum. Por proteína por 100 g, a vaca magra e o lombo de porco lideram (mais de 32 g). Mas por proteína por caloria, quem ganha é o bacalhau grelhado, com 24,6 g de proteína por cada 100 kcal (INSA e USDA).

As fontes de proteína com mais proteína por 100 g

Estas são as fontes de proteína que os portugueses mais comem, ordenadas pela quantidade de proteína por 100 g já cozinhadas, segundo o INSA e o USDA:

AlimentoProteínaCalorias
Vaca magra cozida33,7g259 kcal
Lombo de porco assado32,7g210 kcal
Lula grelhada32,5g144 kcal
Peito de frango grelhado31,0g165 kcal
Cabrito grelhado30,9g151 kcal
Bacalhau grelhado30,2g123 kcal
Atum fresco grelhado28,4g166 kcal
Peru, peito23,0g134 kcal
Salmão cozido20,7g273 kcal
Ovo cozido12,6g154 kcal

Repara que a confeção concentra a proteína: os valores acima são do alimento já cozinhado, que perde água e fica com mais proteína por 100 g do que em cru. Para fontes vegetais, vê o guia dos alimentos ricos em proteína e da proteína vegetal.

Entre os alimentos do dia a dia em Portugal, a vaca magra, o lombo de porco e a lula grelhada lideram em proteína por 100 g, todos acima das 32 g, segundo o INSA.

O ranking que interessa: proteína por caloria

Ter muita proteína não chega se vier com muitas calorias. Para quem quer perder gordura sem perder músculo, o que interessa é a proteína por caloria: quanta proteína recebes por cada 100 kcal. É aqui que o bacalhau brilha.

Fontes de proteína mais eficientes de Portugal, em gramas de proteína por 100 kcal (INSA):

AlimentoProteína/100 kcal
Bacalhau grelhado24,6g████████████████
Lula grelhada22,6g███████████████
Cabrito grelhado20,5g██████████████
Peito de frango grelhado18,8g█████████████
Peru, peito17,2g███████████
Atum fresco grelhado17,1g███████████

O bacalhau grelhado dá quase 25 g de proteína por 100 kcal, batendo o próprio peito de frango, a referência habitual de quem treina. É a razão pela qual o bacalhau e a lula são armas subaproveitadas para quem faz dieta.

Por proteína por caloria, o bacalhau grelhado (24,6 g por 100 kcal) é a fonte de proteína mais eficiente de Portugal, à frente da lula, do cabrito e do peito de frango (INSA).

Como escolher a tua fonte de proteína

A melhor fonte depende do teu objetivo. Para perder gordura, prioriza as fontes com mais proteína por caloria: bacalhau, lula, cabrito, peito de frango e peru. Para ganhar músculo, todas servem, e podes incluir opções com mais calorias, como o salmão ou a carne, para chegar mais facilmente ao total do dia.

O erro comum é comer sempre a mesma coisa. Alternar entre peixe branco, peixe gordo, aves e carne magra dá-te variedade de sabores e de micronutrientes, e evita o cansaço do peito de frango de todos os dias. É exatamente esse tipo de variedade que a Ovio usa quando monta um plano alimentar adaptado ao teu objetivo.

A melhor estratégia de proteína não é escolher um só alimento, mas alternar entre peixe, aves e carne magra, priorizando as fontes com mais proteína por caloria quando o objetivo é perder gordura.

Quanta proteína por dia e como distribuir

Saber quais são as melhores fontes é metade do trabalho. A outra metade é acertar na quantidade. Quem treina precisa de cerca de 1,6 a 2,2 g de proteína por quilo de peso por dia, bastante mais do que a recomendação para sedentários (International Society of Sports Nutrition; Jäger et al., 2017).

A forma mais simples de lá chegar é garantir uma boa fonte de proteína em cada refeição, em vez de tentar recuperar tudo ao jantar. Uma posta de bacalhau ou um peito de frango dão facilmente 30 a 45 g de proteína numa refeição.

Para quem treina, a International Society of Sports Nutrition recomenda 1,4 a 2,0 g de proteína por quilo de peso por dia, distribuída por várias refeições ao longo do dia (Jäger et al., 2017).

Perguntas frequentes

Qual é a melhor fonte de proteína em Portugal?

Não há uma única melhor, mas as fontes de proteína magra que se destacam em Portugal são o bacalhau grelhado, a lula, o peito de frango, o cabrito e o atum, todas com muita proteína e pouca gordura, segundo os dados do INSA. Se o critério for proteína por caloria, o bacalhau grelhado lidera, com 24,6 g de proteína por cada 100 kcal. Todas estas fontes de origem animal fornecem proteína completa, ou seja, com todos os aminoácidos essenciais que o corpo precisa para recuperar e construir músculo. A melhor fonte para ti depende do teu objetivo, do orçamento e do gosto: alterna entre peixe, aves e carne magra para variar e não enjoar.

Que alimento tem mais proteína por 100 gramas?

Entre os alimentos que os portugueses comem no dia a dia, os que têm mais proteína por 100 g são as carnes e peixes magros já cozinhados: a vaca magra cozida chega às 33,7 g, o lombo de porco assado às 32,7 g, a lula grelhada às 32,5 g e o peito de frango grelhado às 31 g, segundo o INSA e o USDA. Um pormenor importante: a confeção concentra a proteína, porque evapora água, por isso os valores por 100 g do alimento já cozinhado são mais altos do que os do alimento cru. Os suplementos em pó, como a caseína ou a proteína whey, têm ainda mais proteína, mas não são comida no sentido tradicional.

Qual é a proteína mais magra?

A forma mais rigorosa de medir a proteína mais magra é olhar para a proteína por caloria, ou seja, quanta proteína recebes por cada 100 kcal. Por esse critério, o bacalhau grelhado é o campeão em Portugal, com 24,6 g de proteína por 100 kcal, seguido da lula grelhada com 22,6 g e do cabrito grelhado com 20,5 g, valores calculados a partir do INSA. Isto significa que estas fontes enchem o prato de proteína gastando muito poucas calorias, o que é ideal para quem quer perder gordura mantendo a massa muscular. O peito de frango grelhado, a referência habitual, fica um degrau abaixo, com 18,8 g de proteína por 100 kcal.

A proteína vegetal é suficiente para quem treina?

Sim, é possível cobrir as necessidades de proteína só com fontes vegetais, mas exige mais planeamento. As proteínas vegetais como as leguminosas, o tofu e a soja tendem a ter menos proteína por 100 g e um perfil de aminoácidos menos completo do que a carne, o peixe ou o ovo, por isso convém combinar fontes ao longo do dia, por exemplo leguminosas com cereais. Para quem treina e quer ganhar músculo, a estratégia é subir um pouco o total diário de proteína e variar as fontes vegetais. A soja é a exceção mais próxima da proteína animal em qualidade. Se és vegetariano ou vegano, vale a pena ler o guia da proteína vegetal para acertar nas escolhas.

Quanta proteína preciso por dia?

A recomendação para a população geral é de cerca de 0,8 g de proteína por quilo de peso por dia, segundo a EFSA, mas quem treina precisa de bastante mais. Para ganhar ou manter massa muscular, a International Society of Sports Nutrition recomenda 1,4 a 2,0 g por quilo de peso por dia (Jäger et al., 2017), e muitos atletas ficam mais perto de 1,6 a 2,2 g. Para uma pessoa de 70 kg que treina, isto significa entre 112 e 154 g de proteína por dia. A forma mais fácil de lá chegar é ter uma boa fonte de proteína em cada refeição. Usa a calculadora de proteína da Ovio para saber o teu valor exato com base no peso e no treino.

O peixe português é uma boa fonte de proteína?

O peixe é das melhores fontes de proteína magra que existe, e Portugal tem uma tradição enorme de o consumir. O bacalhau grelhado tem 30,2 g de proteína por 100 g, a lula grelhada 32,5 g, o atum fresco grelhado 28,4 g e a sardinha grelhada 25 g, segundo o INSA. Além da proteína completa, os peixes gordos como a sardinha e o atum trazem ácidos gordos ómega-3, benéficos para o coração. A Roda dos Alimentos da Direção-Geral da Saúde recomenda que o pescado esteja bem representado na alimentação semanal. Alternar entre peixe branco magro, como o bacalhau, e peixe gordo, como a sardinha, é uma forma simples de variar a proteína e os nutrientes.

Próximo Passo

Já sabes quais são as melhores fontes de proteína. O passo seguinte é saber quanta precisas e como encaixá-la no dia:

Fontes científicas

  1. INSA. Tabela da Composição de Alimentos (PortFIR). Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge. Valores de proteína e calorias dos alimentos.
  2. USDA FoodData Central. Valores nutricionais de referência internacional, usados para comparação.
  3. Jäger R, et al. (2017). International Society of Sports Nutrition Position Stand: protein and exercise. Journal of the International Society of Sports Nutrition. Ver estudo
  4. EFSA (2012). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for protein. EFSA Journal.
  5. Direção-Geral da Saúde (DGS). A Nova Roda dos Alimentos. Grupo das carnes, pescado e ovos.

Este artigo tem fins educativos e não substitui aconselhamento médico ou nutricional personalizado. Consulta um profissional de saúde antes de fazer alterações significativas à tua alimentação.

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