Macros e Nutrição

Macronutrientes: Guia Completo para Atletas

O que são macronutrientes e como distribuir proteína, hidratos e gordura por objetivo de treino. Tabelas, fontes científicas e dados para Portugal.

Por João Guedes·8 de junho de 2026·Atualizado: Correção do bacalhau demolhado cozido para 26g de proteína/100g (INSA TCA v7.1, Cod 805)·16 min read·Equipa Editorial Ovio
Conteúdo verificado pela Equipa Editorial Ovio com base em evidência científica (PubMed, DGS, EFSA). Saber mais sobre quem somos.

Resumo rápido: Macronutrientes são proteína (4 kcal/g), hidratos de carbono (4 kcal/g) e gordura (9 kcal/g). Para atletas, a proteína deve ficar entre 1,6 e 2,2 g/kg/dia (Stokes et al., 2018), os hidratos entre 3 e 12 g/kg consoante o volume de treino (Thomas et al., 2016), e a gordura acima de 20% das calorias totais. A distribuição certa depende do teu objetivo.

Toda a gente sabe que a proteína é importante. Mas poucas pessoas sabem porquê, quanto precisam de cada macro, ou como isso muda com o objetivo e o volume de treino. Para o cálculo imediato do teu caso, usa a Calculadora de Macros da Ovio. Este guia explica a ciência por trás de cada número.

Perceber macros não é complicado. Fica complicado quando misturado com conselhos genéricos que ignoram o teu objetivo específico.

Este artigo resolve isso. Cada macro explicado com a função real, os valores correctos para desporto e como tudo se encaixa num plano prático.

O que são macronutrientes e porque importam para o desporto

Macronutrientes são os três nutrientes que fornecem energia ao organismo: proteína, hidratos de carbono e gordura. O prefixo "macro" refere-se à escala, em contraste com os micronutrientes (vitaminas e minerais), que o corpo precisa em quantidades muito mais pequenas.

Cada macronutriente fornece uma quantidade fixa de energia por grama:

MacronutrienteCalorias por gramaFunção principal no desporto
Proteína4 kcal/gConstrução e reparação de tecido muscular
Hidratos de carbono4 kcal/gCombustível para esforço intenso
Gordura9 kcal/gHormonas, energia de baixa intensidade, vitaminas lipossolúveis

O total calórico determina o peso corporal. A distribuição dos macros determina a composição corporal, ou seja, a proporção entre massa muscular e gordura. Dois atletas com o mesmo número de calorias podem ter resultados completamente diferentes consoante como distribuem os macros.

Para calcular o teu total calórico diário (TDEE), lê: Quantas Calorias Devo Ingerir por Dia?

A composição corporal é determinada pela distribuição de macronutrientes, não apenas pelo total calórico. O mesmo número de calorias com distribuições diferentes produz resultados diferentes em termos de músculo e gordura.

Proteína: o macro estrutural do músculo

O que é a proteína? A proteína é um macronutriente formado por cadeias de aminoácidos e é o material de construção do corpo: músculos, pele, cabelo, enzimas e hormonas são feitos de proteína. É o único macronutriente que o corpo não armazena como reserva de energia. Serve para construir e reparar tecidos, produzir enzimas e hormonas, e suportar o sistema imunitário. Para quem treina, é o macro mais crítico para a composição corporal.

A posição conjunta da Academy of Nutrition and Dietetics, Dietitians of Canada e American College of Sports Medicine situa as necessidades proteicas de atletas entre 1,2 e 2,0 g/kg de peso corporal por dia (Thomas et al., 2016). Uma meta-análise de 49 estudos estabeleceu o plateau de ganhos musculares a 1,62 g/kg/dia, com o intervalo de confiança a 95% a estender-se até 2,2 g/kg/dia (Morton et al., 2018).

A quantidade ideal depende do objetivo:

ObjetivoProteína recomendada
Ganhar músculo (superavit)1,6 a 2,2 g/kg/dia
Perder gordura (défice)2,3 a 3,1 g/kg de massa magra (Helms et al., 2014)
Manutenção (peso estável)1,2 a 1,6 g/kg/dia

Na prática: Para um atleta de 75 kg em fase de ganho de massa, 1,8 g/kg/dia significa 135 g de proteína por dia. Isso equivale a cerca de 435 g de frango grelhado, ou uma combinação de frango, ovos, iogurte grego e atum ao longo do dia. Distribuir em 4 refeições ao longo do dia é mais eficiente do que concentrar tudo em 2 refeições (Areta et al., 2013): para 135 g/dia, isso significa cerca de 33 a 34 g por refeição.

Para valores mais detalhados por objetivo e perfil, lê: Quanta Proteína Devo Consumir por Dia?

Para os alimentos portugueses com mais proteína por caloria, lê: Alimentos Ricos em Proteína

Para atletas em treino de força, a dose mínima eficaz para maximizar a síntese proteica muscular é 1,6 g/kg/dia, segundo meta-análise de 49 estudos (Morton et al., 2018).

Hidratos de carbono: o combustível para treino intenso

Os hidratos de carbono são a principal fonte de energia para exercício de alta intensidade. O corpo converte-os em glucose, que é armazenada no fígado e nos músculos como glicogénio. Quando o glicogénio muscular está baixo, o desempenho cai: velocidade, força e potência diminuem porque a utilização de glicogénio muscular e glucose plasmática aumenta progressivamente com a intensidade do exercício, tornando-se dominante a partir de esforços moderados a intensos (Romijn et al., 1993).

As necessidades de hidratos variam muito com o volume e a intensidade do treino:

Volume de treino semanalHidratos recomendadosExemplo prático
Baixo (1 a 3h)3 a 5 g/kg/diaCaminhadas, treino ocasional
Moderado (3 a 5h)5 a 7 g/kg/diaGinásio 4x/semana
Alto (5 a 7h)6 a 10 g/kg/diaTreino diário
Muito alto (mais de 7h)8 a 12 g/kg/diaAtletas de endurance de elite

Fonte: Thomas et al. (2016)

Quem treina força 4 a 5 vezes por semana está tipicamente na faixa de 5 a 7 g/kg/dia. Para um atleta de 75 kg, isso representa 375 a 525 g de hidratos diários. A maioria das pessoas que "corta hidratos" cai abaixo deste valor sem perceber e perde desempenho sem ganhar composição corporal.

Para perceber como os hidratos entram no cálculo total do teu gasto calórico, lê: Quantas Calorias Gastamos por Dia?

O glicogénio muscular é o substrato energético limitante para exercício de alta intensidade. Manter os hidratos adequados ao volume de treino é a forma mais directa de sustentar o desempenho ao longo de semanas.

Fibra e tipos de hidratos de carbono

Nem todos os hidratos são iguais. Dividem-se em simples e complexos, e há ainda a fibra, que merece atenção à parte.

Os hidratos simples (açúcar, doces, sumos) são absorvidos depressa e dão um pico rápido de energia. Os complexos (aveia, arroz, batata, leguminosas) libertam energia de forma mais gradual e são a base preferível para quem treina.

A fibra é um hidrato que o corpo não digere para obter energia, mas é essencial para a saciedade, a saúde digestiva e o controlo do açúcar no sangue. A EFSA considera adequada uma ingestão de cerca de 25 gramas por dia para adultos (EFSA, 2010), valor que a maioria não atinge. As melhores fontes são os vegetais, a fruta, as leguminosas e os cereais integrais.

Os hidratos complexos libertam energia mais gradualmente do que os simples, e a fibra, apesar de não fornecer energia, tem uma ingestão adequada de cerca de 25g por dia para adultos (EFSA, 2010).

Gordura: o macro essencial que não deve ser cortado

A gordura é um macronutriente essencial que fornece 9 kcal/g e é indispensável para a produção hormonal, absorção de vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e funcionamento do sistema nervoso central. É frequentemente reduzida em excesso em dietas de "definição", o que é um erro com consequências reais no desempenho e na saúde hormonal.

A posição AND/ACSM/DC recomenda que as gorduras representem entre 20% e 35% das calorias totais para atletas (Thomas et al., 2016). Abaixo de 20% surgem problemas hormonais, especialmente em atletas do sexo feminino, incluindo comprometimento do eixo reprodutivo e perda óssea. Acima de 35% a gordura começa a deslocar os hidratos de forma desnecessária na maioria dos objectivos.

A fonte da gordura importa mais do que a quantidade total:

  • Gorduras insaturadas (azeite virgem extra, abacate, frutos secos, peixes gordos como salmão e atum): anti-inflamatórias, suportam a recuperação
  • Gorduras saturadas (carne vermelha, lacticínios integrais): em moderação não são problemáticas
  • Gorduras trans industriais (alguns produtos fritos e ultraprocessados): associadas a inflamação crónica, evitar

O mínimo de gordura dietética para atletas é 20% das calorias totais. Abaixo desse valor, o perfil hormonal deteriora-se independentemente de outros factores (Thomas et al., 2016).

O álcool conta como macronutriente?

O álcool não é um macronutriente essencial, mas fornece energia: cerca de 7 calorias por grama, mais do que os hidratos e a proteína (4 kcal/g) e perto da gordura (9 kcal/g) (NIH). São muitas vezes chamadas calorias vazias, porque não trazem vitaminas nem minerais.

Na prática, o álcool conta para o total calórico do dia e pode sabotar um défice ou um plano de ganho de massa sem se dar por isso. Uma noite de bebidas pode somar várias centenas de calorias que não saciam. Para quem segue uma dieta, vale a pena contabilizar o álcool como contabilizas a comida.

O álcool fornece cerca de 7 calorias por grama, sem nutrientes, pelo que conta para o total calórico diário mesmo não sendo um macronutriente essencial (NIH).

Como distribuir macros por objetivo

A distribuição de macros não é universal. Muda com o objetivo, o peso corporal e o volume de treino.

Em percentagem das calorias totais, as faixas de referência (AMDR) são: hidratos 45 a 65%, gordura 20 a 35% e proteína 10 a 35% (Institute of Medicine). Estas faixas são amplas, e para quem treina é mais preciso definir a proteína em gramas por quilo do que em percentagem.

Para ganhar massa muscular:

Começa pela proteína (1,6 a 2,2 g/kg/dia), define a gordura (20 a 30% das calorias totais) e os hidratos preenchem o restante. O total calórico deve estar 200 a 300 kcal acima do TDEE. Lê o guia completo: Superavit Calórico: Como Ganhar Massa sem Acumular Gordura

Para perder gordura:

A proteína sobe (2,3 a 3,1 g/kg de massa magra) para preservar músculo em défice. A gordura mantém-se acima de 20% das calorias totais. Os hidratos ficam com o restante. O total calórico deve estar 15 a 20% abaixo do TDEE. Lê o guia completo: Défice Calórico: Guia Completo para Perder Gordura

Para manutenção:

Proteína a 1,4 a 1,8 g/kg/dia, gordura a 25 a 35% das calorias totais, hidratos no restante. O total calórico iguala o TDEE.

Para o cálculo do teu TDEE e dos teus macros exactos, usa a Calculadora de Macros da Ovio. Para o passo a passo manual, lê: Como Calcular os Teus Macros

A proteína é o macro a definir primeiro em qualquer objetivo. Os hidratos e a gordura dividem o restante das calorias com base no volume de treino e no objetivo.

Os erros mais comuns ao gerir macros

Os erros mais comuns ao gerir macros são cortar hidratos por medo, não ajustar a proteína em défice, ignorar a fonte de gordura e não recalcular quando o peso muda. Cada um deles compromete resultados mesmo quando o total calórico está correto.

Erro 1: Cortar hidratos para perder gordura O défice calórico total é o que causa perda de gordura, não o corte específico de hidratos. Reduzir hidratos abaixo do necessário compromete o treino sem benefício adicional.

Erro 2: Não ajustar a proteína em défice calórico Em défice, o risco de catabolismo muscular aumenta. A proteína deve subir, não manter-se ou baixar.

Erro 3: Ignorar a fonte de gordura Atingir os 25% de gordura com ultraprocessados tem efeitos inflamatórios muito diferentes de o fazer com azeite, peixe gordo e frutos secos.

Erro 4: Usar macros estáticos durante meses O TDEE muda com o peso corporal. A cada 3 a 4 kg de variação de peso, os macros devem ser recalculados. Ver: Tabela de Calorias dos Alimentos

O erro mais comum na gestão de macros não é calcular os números errado. É calcular certo e depois não os ajustar quando o peso ou o objetivo muda.

Macronutrientes em Portugal

Em Portugal, o padrão alimentar da população geral não está alinhado com as necessidades de quem pratica desporto regular. O Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física (IAN-AF 2015-2016), realizado pela Universidade do Porto e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, caracterizou pela primeira vez o padrão alimentar da população portuguesa adulta e identificou um consumo de leguminosas e proteína vegetal abaixo das recomendações, com contribuição elevada da gordura saturada no perfil energético total.

A Direção-Geral da Saúde recomenda uma alimentação baseada na Roda dos Alimentos Portuguesa, com cereais e derivados como base energética e proteína distribuída entre fontes animais e vegetais.

Ver recomendações alimentares da DGS

Para praticantes de ginásio em Portugal, os alimentos locais mais eficientes para atingir os macros são: bacalhau demolhado cozido (26 g de proteína por 100 g, INSA PortFIR), peito de frango grelhado (31 g por 100 g, USDA), ovos, queijo fresco magro (13 g por 100 g, INSA PortFIR), iogurte grego e aveia. Para a tabela completa, lê: Tabela de Calorias dos Alimentos

Portugal tem uma tradição alimentar mediterrânica com alimentos de alto valor proteico como bacalhau, ovo e leguminosas. Para atletas, o desafio é aumentar o volume proteico sem aumentar excessivamente a gordura saturada da dieta.

Perguntas frequentes

O que são macronutrientes e para que servem?

Macronutrientes são os três nutrientes que fornecem energia: proteína (4 kcal/g), hidratos de carbono (4 kcal/g) e gordura (9 kcal/g). A proteína constrói e repara músculo. Os hidratos são o combustível preferido para treino intenso. A gordura suporta hormonas, sistema nervoso e absorção de vitaminas lipossolúveis A, D, E e K.

Qual a quantidade de proteína para ganhar músculo?

Entre 1,6 e 2,2 g/kg de peso corporal por dia para atletas em treino de força (Stokes et al., 2018). O plateau de ganhos musculares com proteína adicional situa-se a 1,62 g/kg/dia segundo meta-análise de 49 estudos, com intervalo de confiança a 95% até 2,2 g/kg/dia (Morton et al., 2018). Acima desse valor, os ganhos marginais são praticamente nulos.

Como distribuir macros para perder gordura?

Mantém proteína alta (2,3 a 3,1 g/kg de massa magra), gordura entre 20 e 30% das calorias totais, e hidratos no restante. Em défice calórico, a proteína aumenta para compensar o risco de catabolismo muscular. O défice calórico total de 15 a 20% abaixo do TDEE é o factor mais determinante; a distribuição dos macros é secundária (Thomas et al., 2016).

Qual o macro mais importante para atletas?

Depende do objetivo. Para hipertrofia muscular, a proteína é o macro mais crítico e o primeiro a definir. Para desempenho em treinos de longa duração ou alto volume, os hidratos de carbono são o factor limitante porque a utilização de glicogénio aumenta progressivamente com a intensidade do esforço (Romijn et al., 1993). A gordura é essencial mas raramente é o factor limitante para atletas recreativos.

Qual a diferença entre macronutrientes e micronutrientes?

Os macronutrientes (proteína, hidratos e gordura) são os nutrientes de que o corpo precisa em grandes quantidades e que fornecem energia em calorias. Os micronutrientes são as vitaminas e os minerais, necessários em quantidades muito menores e que não fornecem energia, mas são essenciais para o funcionamento do organismo. A diferença está na quantidade necessária, não na importância: ambos são indispensáveis. Uma dieta pode ter os macros certos e ainda assim faltar-lhe micronutrientes se for pobre em vegetais, fruta e alimentos variados. Por isso, acertar nos macros não chega, a qualidade dos alimentos que escolhes determina os micronutrientes.

O álcool é um macronutriente?

Não. O álcool não é um macronutriente essencial nem um nutriente, mas fornece energia: cerca de 7 calorias por grama, mais do que os hidratos e a proteína (NIH). Por isso é frequentemente descrito como calorias vazias, energia sem vitaminas nem minerais. Mesmo não sendo um macro, o álcool conta para o total calórico do dia e pode facilmente travar a perda de gordura, porque uma bebida soma calorias que não saciam. Se segues uma dieta com objetivo, vale a pena contar o álcool tal como contas a comida e moderar o consumo. Não é preciso eliminá-lo, mas convém saber quanto pesa no total.

Próximo Passo

Lê a seguir para aprofundar:

Fontes científicas

  1. Thomas DT, Erdman KA, Burke LM (2016). Position of the Academy of Nutrition and Dietetics, Dietitians of Canada, and the American College of Sports Medicine: Nutrition and Athletic Performance. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, 116(3), 501-528. Ver estudo

  2. Morton RW, Murphy KT, McKellar SR, et al. (2018). A systematic review, meta-analysis and meta-regression of the effect of protein supplementation on resistance training-induced gains in muscle mass and strength in healthy adults. British Journal of Sports Medicine, 52(6), 376-384. Ver estudo

  3. Stokes T, Hector AJ, Morton RW, McGlory C, Phillips SM (2018). Recent Perspectives Regarding the Role of Dietary Protein for the Promotion of Muscle Hypertrophy with Resistance Exercise Training. Nutrients, 10(2), 180. Ver estudo

  4. Romijn JA, Coyle EF, Sidossis LS, et al. (1993). Regulation of endogenous fat and carbohydrate metabolism in relation to exercise intensity and duration. American Journal of Physiology, 265(3 Pt 1), E380-391. Ver estudo

  5. Areta JL, Burke LM, Ross ML, et al. (2013). Timing and distribution of protein ingestion during prolonged recovery from resistance exercise alters myofibrillar protein synthesis. Journal of Physiology, 591(9), 2319-2331. Ver estudo

  6. Helms ER, Zinn C, Rowlands DS, Brown SR (2014). A systematic review of dietary protein during caloric restriction in resistance trained lean athletes: a case for higher intakes. International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism, 24(2), 127-138. Ver estudo

  7. Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge / Universidade do Porto (2016). Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física (IAN-AF 2015-2016). Ver estudo

  8. EFSA Panel on Dietetic Products, Nutrition, and Allergies (2010). Scientific Opinion on Dietary Reference Values for carbohydrates and dietary fibre. EFSA Journal. Ver relatório

  9. Institute of Medicine (2005). Dietary Reference Intakes for Energy, Carbohydrate, Fiber, Fat, Fatty Acids, Cholesterol, Protein, and Amino Acids. National Academies Press. Ver fonte

  10. National Research Council. Diet and Health: Implications for Reducing Chronic Disease Risk (Calories). National Academies Press (NCBI). Ver fonte

Aviso: Este artigo tem fins educativos e não substitui aconselhamento médico ou nutricional personalizado. Consulta um profissional de saúde antes de alterares a tua alimentação.

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